Conheça os 3 algoritmos do Spotify

Deixa eu te contar um segredo: o Spotify está espionando os seus hábitos. Ok, isso não é exatamente uma novidade. Mas como é que o principal serviço de streaming de música faz suas recomendações?

Apesar de muita pesquisa na área (incluindo até um serviço de RSO, o SEO da música), ainda não se sabe publicamente todo o mecanismo por trás das seleções musicais. De qualquer forma, vamos conhecer agora os 3 algoritmos utilizados pelo Spotify para encontrar uma banda de rock da Islândia que seja a sua cara.

Filtragem colaborativa

Esse é um velho conhecido. É por meio do Collaborative Filtering que a Netflix organiza suas recomendações, por exemplo. O algoritmo lista as preferências de todos os usuários e as correlaciona, em uma espécie de matriz.

Funciona assim: você gosta das bandas A, B e D. Outro usuário gosta das bandas A, B, C e D. O sistema, então, entende que há uma similaridade entre esses artistas, e que é provável que você também goste da banda C.

Processamento de linguagem natural (NLP)

Este algoritmo, conhecido em inglês como Natural Language Processing, coleta a maior quantidade possível de informações verbais sobre uma música para traçar seu perfil, com o auxílio do machine learning. Já explicamos brevemente como o ML funciona.

As informações fornecidas pelo artista na plataforma, críticas de especialistas, termos pesquisados pelos usuários no Google, tudo entra na nuvem de termos relacionadas à canção. Essas informações auxiliam o Spotify a categorizar as músicas em gêneros (e são muitos). O mesmo vale para os artistas, que também têm um “perfil” traçado pela plataforma.

Perfis de áudio

Esse é o grande pulo do gato para as recomendações do Spotify, especialmente para artistas pequenos e que estão se lançando. Os dois algoritmos anteriores se baseiam no consumo e percepção dos usuários, gerando uma tendência de retroalimentação das músicas já conhecidas e artistas famosos.

Representação gráfica da análise de Little Talks, da banda islandesa Of Monsters and Men (no final da página).

Utilizando uma sofisticada análise de áudio, que identifica as principais características técnicas das músicas em sua plataforma (ritmo, timbre, notas, etc), o Spotify encontra músicas pouco conhecidas, mas que se parecem com as canções que você gosta.

Legal, não é mesmo? Você pode brincar com os critérios sonoros no aplicativo Nelson, um projeto desenvolvido pela engenheire Ari Vaniderstine que cria playlists no Spotify de acordo com suas orientações.

Ufa! Todo o esforço hercúleo dessa maratona tem um só objetivo: aumentar o tempo de retenção do usuário na plataforma. Afinal, para eles, quanto mais tempo ouvindo música, melhor. Não importa de onde.

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