A empresa por trás do celular que dura uma década

A obsolescência programada não é exatamente uma novidade na indústria tecnológica. Pelo contrário, é uma tradição de pelo menos um século. Em um meio como esse, é possível prosperar com responsabilidade socioambiental? Essa é a proposta da Fairphone, startup holandesa que fabrica celulares que duram até 10 anos.

Os equipamentos possuem peças facilmente substituíveis, permitindo que o usuário possa até mesmo consertá-lo sozinho ou fazer o upgrade de peças como câmera, por exemplo. A Fairphone coleciona uma série de certificados por atestar que seus fornecedores de matéria-prima reduzem danos ao meio ambiente e respeitam direitos trabalhistas.

Os Fairphones têm montagem modular, ao contrário dos iPhones, por exemplo. que são colados.

Os Fairphones seguem na contramão da lógica de produção dos smartphones modernos. As gigantes do setor, como Apple e Samsung, se especializaram na arte da obsolescência programada: produtos frágeis, caros de serem consertados e que deixam de receber atualizações após certo tempo. Pior, recentemente a Samsung adotou a moda da concorrente e parou de enviar carregadores e fones de ouvido para seus clientes.

Achou a iniciativa bacana e quer o seu Fairphone? Não rola para nós, meros latinoamericanos. A empresa limita suas vendas para a União Europeia e vizinhos como Reino Unido e Noruega. Segundo eles, a restrição se dá por questões logísticas e legais.

Mesmo que fosse liberada a venda no Brasil, não seria um celular exatamente acessível. A versão mais simples do Fairphone 4, modelo mais recente da fabricante, sai por €579. O valor equivale a quase R$3 mil, isso sem contar os custos de envio e importação.

Ah, e também não inclui carregador.

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