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Quem cancela os canceladores?

De Monteiro Lobato a cantores de K-Pop, muitas pessoas já foram canceladas pelas redes.


Claro que alguns cancelamentos têm razão. Outros, entretanto, apenas por implicância de grupos das redes sociais.

O ato de cancelar algo ou alguém começou como uma forma de chamar a atenção de um público muito maior para algo que não estava certo. Marcas que cometessem homofobia, racismo, misoginia ou qualquer outro tipo de intolerância recebiam enxurradas de comentários negativos e ficavam no topo dos assuntos mais comentados das
redes – para ver se, ao menos assim, repensavam as ações. Quando dói no bolso, dói na mente.

O movimento, entretanto, trouxe uma nova leva de canceladores profissionais que, pelo
menor motivo, inundavam as redes sociais de artistas e marcas para reclamar de assuntos
aleatórios – o que virou uma fonte inesgotável de memes.

O cancelamento é diferente da trollagem típica de internet, frequente em disputas de
opinião entre usuários das redes. O “cancelamento” é um ataque à reputação que ameaça o
emprego e os meios de subsistência do cancelado (por críticas válidas ou não).

Tudo isso faz com que a gente reflita sobre alguns pontos: qual é a linha de um
cancelamento “justo”? Quem decide quem deve cancelar quem? Quem vigia os vigilantes?

Quem cancela os canceladores?

É um ciclo quase que infinito, que pode abrir feridas muito mais antigas: postagens feitas
em outras épocas também podem ser usadas contra os canceladores, retroalimentando a
máquina que, por sua vez, começa a passar por cima de quem nem merecia ser cancelado. E deixando um rastro de perguntas sem respostas para trás.

Confira o episódio:

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