O que é FPS e como o cinema se aproveita disso?

Não, eu não tô falando dos jogos de tiro em primeira pessoa. Tô falando dos Frames Per Second, também conhecidos como Quadros por Segundo.


Sabe quando você joga, vê um filme ou uma série e sente uma “estranheza”? Pode ser que a mídia esteja rodando a 60 quadros por segundo.

Calma, calma, vou explicar direitinho.

Quando os irmãos Lumiere criaram o primeiro filme, lá em 1895, o conceito de taxa de quadros já existia. Um vídeo, filme ou série nada mais é do que uma sequência de fotos que passam muito rápido, geralmente se tratando de algo em torno de 24 imagens por segundo. O efeito final dá a impressão de movimento e, daí, a gente tem este tipo de mídia.

O primeiro “filme” da história. Muita gente saiu correndo da sessão, acreditando que o trem estava vindo na direção delas.

Isso acontece pelo fato do olho humano, falando de forma leiga, só conseguir captar imagens individuais a 12 quadros por segundo. Acima disso, já é movimento.

E sabe aquele efeito que só o cinema pode proporcionar? Pois é. Isso acontece graças à baixa taxa de quadros, que fazem com que os movimentos sejam mais pesados e menos apressados.

Durante muito tempo, a média ideal era de algo entre 12 e 16 quadros por segundo. Foi somente após muita tentativa e erro que o “convencional” para o cinema virou 30.

Por outro lado, alguns diretores já estão flertando com novos números. Peter Jackson, por exemplo, rodou a trilogia d’O Hobbit a 48 quadros por segundo – técnica que ficou conhecida como “alta taxa de quadros”. Agora é esperar para ver o que o futuro nos proporciona.

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