Twitter Blue: entenda a nova confusão da rede social

O Twitter Blue, inscrição premium da rede social azul, gerou mais um capítulo na longa novela da aquisição da rede pelo magnata Elon Musk. Dessa vez, Elon ordenou a remoção do selo de verificação dos perfis que não se inscrevessem no Blue – apenas para voltar atrás dois dias após a mudança.

A remoção em massa dos selos foi feita no último dia 21, com o restabelecimento no dia 23. Usuários apontam que a baixa adesão ao Twitter Blue foi a motivação para o revés. O selo azul, utilizado para sinalizar os verificados por se inscreverem no Blue, está presente até mesmo nos perfis que se manifestaram publicamente ao pagamento da taxa, como o do astro da NBA LeBron James.

“Acho que meu selo azul vai embora em breve, porque, se você me conhece, sabe que eu não vou pagar os US$5”, comentou James sobre a mudança.
Quais são as verificações do Twitter?

Atualmente, o Twitter disponibiliza três selos para os seus usuários. O mais tradicional de todos, o azulzinho, foi transformado no Twitter Blue. Existe também o selo dourado, para “organizações oficiais”, isto é, empresas. Além deles, existe também o selo cinza, para instituições governamentais e seus representantes.

Estes perfis, inclusive, deixaram de exibir os rótulos de ligação com o governo na última atualização da rede social. Além disso, o Twitter identifica também quando os perfis possuem alguma ligação com instituições verificadas, como é o caso de Elon Musk, por exemplo.

Por que o Twitter Blue existe?

O Twitter Blue é uma das tentativas de Musk para incrementar o faturamento do Twitter, que sofreu grande desvalorização desde sua aquisição pelo magnata no final de 2022. No último dia 25, Musk anunciou em seu perfil que publicações de inscritos no Blue terão preferência no algoritmo.

Além disso, outra medida que o Twitter vai anotar para aumentar os lucros é o serviço de assinaturas entre usuários. A prática existe em redes como a Twitch, por exemplo. A princípio, essa funcionalidade estará disponível apenas para usuários na União Europeia, Reino Unido, EUA, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Japão.

Com essas mudanças, o selo de verificação vai perdendo a sua função original, de assegurar a credibilidade das fontes de informação, para se tornar um mero artifício comercial. Essa política não chega a ser uma surpresa, considerando quem é o dono.

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